Nem todos comemoram a chegada de 2025
Nem todos comemoram o Ano Novo em 1º de janeiro. Saiba mais sobre os calendários alternativos e suas tradições pelo mundo.
Milhões de pessoas em diversas partes do mundo seguem calendários diferentes, cujas marcações indicam anos e celebrações que não coincidem com o calendário gregoriano.
Enquanto muitos festejam a chegada de 2025, outros seguem tradições e sistemas de contagem do tempo que indicam um ano completamente distinto.
O ano de 2025 é marcado pelo calendário gregoriano, amplamente utilizado no mundo e introduzido em 1582 pelo papa Gregório XIII. Este sistema, baseado no ciclo solar, foi criado para corrigir as discrepâncias do calendário juliano, que também se baseava no movimento da Terra ao redor do Sol, mas apresentava falhas de precisão.
Antes da adoção do calendário gregoriano, muitos países cristãos celebravam o Ano Novo em 25 de março, data que remete à Anunciação do arcanjo Gabriel à Virgem Maria. Com a reforma de Gregório XIII, o dia 1º de janeiro foi estabelecido como o marco inicial do ano, padronizando as celebrações em diversas regiões.
Ainda assim, vários povos ao redor do mundo mantêm calendários próprios, com datas e rituais distintos para a entrada de um novo ciclo.
O Calendário Judaico
De acordo com o calendário judaico, o ano atual é 5784. Nele, o Ano Novo é celebrado no final de setembro, coincidindo com o mês de Tishrei. Esse calendário, utilizado há séculos, apresenta quatro variações, sendo uma delas destinada às árvores. O mês de Tishrei é associado à criação do universo.
É um sistema lunissolar, combinando os movimentos da Lua e do Sol para determinar os ciclos do ano. Entre as tradições dessa celebração está o mergulho de frutas no mel, simbolizando o desejo de um ano cheio de doçura e felicidade. Esse período, porém, não é apenas de comemoração, mas também de introspecção e arrependimento.
Um dos costumes mais praticados é o ritual do Tashlich. Durante esse momento, migalhas de pão são lançadas em águas correntes para representar a purificação dos pecados.
O Calendário Islâmico
O calendário islâmico, também conhecido como calendário hegírico, situa-nos no ano 1445, iniciado em agosto deste ano. Sua origem remonta à fuga do profeta Maomé de Meca para Medina, um evento marcante na história islâmica. Este sistema é baseado nos ciclos lunares, o que explica a variação nas datas de rituais religiosos ao longo do ano.
Apesar de celebrarem o Ano Novo islâmico, a maioria dos países árabes adota o calendário gregoriano como padrão oficial.
O Calendário Chinês
Semelhante ao calendário judaico, o calendário tradicional chinês também é lunissolar, marcando o Ano Novo em datas diferentes a cada ano. Em 2024, a celebração ocorreu em 10 de fevereiro. Para 2025, a data será 29 de janeiro.
Cada ano é associado a um dos 12 animais do horóscopo chinês, que têm grande significado cultural. O ano de 2025 será dedicado à serpente, carregando simbolismos únicos para o período. O Ano Novo Chinês, também chamado de Festival da Primavera, é celebrado amplamente no país com uma semana de festividades e forte valor histórico.
Ano Novo na Coreia do Sul
Na Coreia do Sul, o Ano Novo é comemorado duas vezes, destacando tradições antigas e modernas. O primeiro dia do calendário lunar coreano, conhecido como Seollal, é uma das principais celebrações do ano. Em 2025, o Seollal será celebrado em 29 de janeiro.
Além disso, os sul-coreanos também marcam o 1º de janeiro do calendário gregoriano, adotado no final do século 19. Embora simbólico e administrativo, o Ano Novo ocidental também ganhou relevância no país.
O Calendário Persa
Atualmente, os iranianos celebram o ano de 1403, segundo o calendário persa. O Ano Novo persa ocorre no equinócio da primavera, especificamente no primeiro dia da estação, quando a luz solar atinge ambos os hemisférios de maneira igual.
O Nowruz, que significa "novo dia" em persa, é o principal marco dessa celebração e costuma ocorrer por volta de 20 de março. Durante as festividades, é comum a preparação de uma mesa com sete itens simbólicos e a visita dos mais jovens ao membro mais velho da família como sinal de respeito.
A Coreia do Norte
Na Coreia do Norte, o Ano Novo não é considerado um feriado importante. O país prioriza os feriados socialistas, destacando celebrações vinculadas à história e à ideologia política em vez de marcar a data.
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